segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Crueldade
Não faças da crueldade a tua arma
Ela é implacável
Deságua água podre
Escorre sangue morto
Destrói alma abrandada
Deixa colcha amarrotada
Travesseiros sob o chão
Mata coração
RR - 01/08/2011
Imagem: Google
domingo, 10 de julho de 2011
Diário de uma curta viagem
Chegou o dia
Da viagem tão sonhada
Uma mala
Roupas milimetricamente ajeitadas
Perfumes e cremes leves
Brilho nos lábis
Olhar tranquilo
Sorrateiro sorriso
Caminho a trilhar
Rumo norte
Olhar fixo
Desejo de sorte
Libertação de preconceitos
Afora preceitos
Somente desejos
De viver momentos
Sonhados, certos
De uma realidade com tempo determinado
Poucas horas
Multiplicadas por dias
Na vontade de viver
Fazer história
Mesmo que venha a morrer
Rumo sul
Retorno feliz, coração cheio
Novamente dia-a-dia sombrio
Com gostosas lembranças
Do universo vivido
Sem esperanças
Foi assim ...
RR - 10/07/2011
Imagem: Google
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Alta tensão
Eu gosto dos venenos mais lentos
dos cafés mais amargos
das bebidas mais fortes
e tenho
apetites vorazes
uns rapazes
que vejo passar
eu sonho
os delírios mais soltos
e os gestos mais loucos
que há
e sinto
uns desejos vulgares
navegar por uns mares
de lá
você pode me empurrar pro precipício
não me importo com isso
eu adoro voar.
Autoria: Bruna Lombardi
Imagem: Google
terça-feira, 7 de junho de 2011
Borges ...
E a vida anda solta
Pelos lados da Borges
Lá repouso minha´alma
Nos finais de semana
Com toda ternura
Que ela emana
RR - 07/06/2011
Imagem: RR
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Poeta & Leitor
A caneta serpenteia na folha de papel
A ideia pulsa na veia do poeta
Mescla amor, fogo e ferro
Oferece com se fosse flor
ao leitor
que suga o texto como a abelha o mel
Humano e fera
se apodera
olhar
memória afetiva
releitura
Recria sua própria história.
Por: Roberto Passos do Amaral Pereira - 29/05/2011
Imagem: Google
domingo, 29 de maio de 2011
O Efêmero
Já não leem o que escrevo
no agora, julgam-me apenas
pela inconstância do relevo.
Morrem a metáfora e o olfato
nos olhares que agonizam
sobre a semântica do ato...
Efêmero, alguém no outro lado
teme pela vida que logo
cairá no mundo da língua vazia.
Aqui: o amor erógeno. E lá
entre carros e sombras
está o caos sem fantasia;
vultos, inexistentes em si
entreolhando-se estaremos nós
às ruas, apressados
pela interminável respiração que se alonga já sem fôlego
[aos olhos que morrem ao ver o mundo sem poesia.
Delalves Costa
Professor e escritor
DEVORE CULTURA - acesse: www.aeln.gov
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Mulher & Criança
No barco sou mulher
Calculo a quantos pé estou
Para que lado dança o vento
Qual a temperatura da água no momento
Quando caio n´água
Sou criança
Nado, grito
Aceno para o barco
Falo: “Vá embora! Ficarei aqui comigo!”
RR - 26/05/2011
Imagem: Google
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