terça-feira, 12 de abril de 2011

Bolo do Amor


Ingredientes:

- 5 gotas de suor
- 1 gemido seco
- 1 essência de lágrimas em pó
- 50 gramas de paixão
- 800 kgs de sonho
- 10 toneladas de sentimento
- manjericão de alegria
- 7 colheres de esperança
- suor para untar a forma

Modo de preparo:

Em uma tijela grande, preferencialmente branca
Como branco é o amor
Despeje as 10 toneladas de sentimento sem compaixão
Após, as 50 gramas de paixão
Os 800 kgs de sonho, mexendo levemente
Como leve é o amor
Adicione 1 gemido seco que deverá ser seguido
Pelas 7 colheres de esperança
Mexa novamente e dance, balance e veja o quanto a massa
Está ficando espessa
E, com a essência de lágrimas em pó
E as 5 gotas de suor
Você verá que não há nada melhor
Do que ver a tijela com a massa do amor

Use o suor para untar a forma

Leve ao forno quente por 40 minutos
Como quente é o amor
Sem dor
Sem rancor

Aguarde 30 minutos e
Prepare-se para a surpresa
O bolo ficará uma beleza

Tire-o da forma
Coloque-o no seu prato predileto
E, com o maior afeto
Salpique-o com manjericão de alegria
Como a alegria do amor

Que é brando
Tênue
Lava a alma
E acontece sempre que a gente
Se desarma

RR - 30/03/2011
(cumprindo tarefa da Oficina do Mario Pirata)
Imagem: Google

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ateliê Livre


Desta janela
Nas manhãs das quintas-feiras
Vejo o verde
E com verde desenho
Misturando-o com outras cores
Fortes
Vibrantes
Pulsantes

Os lápis se intercalam
Com algumas tintas
Que tingem o papel
Meus dedos
O avental

Nesses momentos sou outra
Despojo-me de regras
E, com certa loucura,
Faço até mesmo texturas

Começo a levitar
Com a arte que não tem sentido
Mas que todo sentido faz
Já que não trás perigo

Nas manhãs das quintas-feiras
Simplesmente desenho ...

(Rosalva - 11/04/2011)

domingo, 10 de abril de 2011

Caminhada do Silvano

Volta do Barro Preto


No dia 10/04, contrariando o que fizemos no ano anterior, retornamos do BARRO PRETO em mais uma caminhada organizada pelo Silvano.
Dia bonito, linda paisagem, excelente entrosamento com direito a ponto de apoio na Chácara do Guto e Helena e recepção na chegada com chimarrão oferecido pela ERVA SABADINE e salgadinhos da PADARIA SANTA CECÍLIA.
Verdadeiramente um prazer!

E, na foto, 4 “meninas” (eu, Cássia, Nadia e Ana Clara) que já tinham cumprido metade do percurso e se deram o direito à uma pausa mais do que merecida!

Aguardando a próxima!

Imagem: Rosalva
(10/04/2001)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Tic-Tac


Olhe a hora
Hora de dormir ...

O sono não vem
Os dedos não param
A vontade é grande
De ficar aqui
Divagando por entre teclas
Ao lado, um copo d´água
Abajur aceso
Nada preso
Fazendo da noite
Uma linda poesia
Para uma mulher insone

(RR - 05/04/2011)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Veteranos de Guerra

(Por Martha Medeiros - publicado no Jornal ZERO HORA de 03/04/2011)

Outro dia li o comentário de alguém que dizia que o casamento é uma armadilha: fácil de entrar e difícil de sair. Como na guerra.
Aí fiquei lembrando dos desfiles de veteranos de guerra que a gente vê em filmes americanos, homens uniformizados em suas cadeiras-de-roda apresentando suas medalhas e também suas amputações. Se o amor e a guerra se assemelham, poderíamos imaginar também um desfile de mulheres sobreviventes desse embate no qual todo mundo quer entrar e poucos conseguem sair – ilesos. Não se perde uma perna ou braço, mas muitos perdem o juízo e alguns até a fé.
Depois de uma certa idade, somos todos veteranos de alguma relação amorosa que deixou cicatrizes. Todos. Há inclusive os que trazem marcas imperceptíveis a olho nu, pois não são sobreviventes do que lhes aconteceu, e sim do que não lhes aconteceu: sobreviveram à irrealização de seus sonhos, que é algo que machuca muito mais. São os veteranos da solidão.
Há aqueles que viveram um amor de juventude que terminou cedo demais, seja por pressa, inexperiência ou imaturidade. Casam-se, depois, com outra pessoa, constituem família e são felizes, mas dói uma ausência do passado, aquela pequena batalha perdida.
Há os que amaram uma vez em silêncio, sem se declararem, e trazem dentro do peito essa granada que não foi detonada. Há os que se declararam e foram rejeitados, e a granada estraçalhou tudo por dentro, mesmo que ninguém tenha notado. E há os que viveram amores ardentes, explosivos, computando vitórias e derrotas diárias: saem com talhos na alma, porém mais fortes do que antes.
Há os que preferem não se arriscar: mantém-se na mesma trincheira sem se mover, escondidos da guerra, mas ela os alcança, sorrateira, e lhes apresenta um espelho para que vejam suas rugas e seu olhar opaco, as marcas precoces que surgem nos que, por medo de se ferir, optaram por não viver.
Há os que têm a sorte de um amor tranqüilo: foram convocados para serem os enfermeiros do acampamento, os motoristas da tropa, estão ali para servir e não para brigar na linha de frente, e sobrevivem sem nem uma unha quebrada, mas desfilam mesmo assim, vitoriosos, porque foram imprescindíveis ao limpar o sangue dos outros.
Há os que sofrem quando a guerra acaba, pois ao menos tinham um ideal, e agora não sabem o que fazer com um futuro de paz.
Há os que se apaixonam por seus inimidos. A esses, o céu e o inferno estão prometidos.
E há os que não resistem até o final da história: morrem durante a luta e viram memória.
Todos são convocados quando jovens. Mas é no desfile final que se saberá quem conquistou medalhas por bravura e conseguiu, em meio ao caos, às neuras e às mutilações, manter o coração ainda batendo.

domingo, 3 de abril de 2011

Sobre o Spyke ...


Aquí vai uma dica de um blog para quem gosta de cachorros.
Um espaço criado por uma amiga paulista para documentar os seus cuidados com o "amigo", quando da viagem da "proprietária". Pelo pouco que eu sei, existe um certo ciúme pairando entre a Vila Sônia e São Bernardo do Campo.
O culpado? O Spyke obviamente!

spykegolden.blogspot.com

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Projeto CORAL


Minha cidade natal foi uma das beneficiadas pelo Projeto CORAL.
Na minha opinião, o mais importante: totalmente apartidário.
Já começo a imaginar como ficará o casario na Av. Borges de Medeiros.

A imaginação já rola solta ...
Voa ...
Tantas cores
Para embelezar aqueles recantos
Que abrigaram tantos encantos
Quando da minha infância e adolescência
Com toda a sua efervescência

E até hoje abrigam
As minhas caminhadas
Despretenciosas
Por entre as calçadas
Pelo tempo desgastadas

Sucesso e muito trabalho para todos os patrulhenses de coração!

01/04/2011
Fonte imagem: Google